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Desenho na Espera.

(Descrição):
É somente quando o sol inicia sua descida rumo ao horizonte e atravessa o vidro, fazendo incidir seus raios de luz sobre a parede dentro da galeria, que novamente se fará surgir, não mais o texto invertido, mas as palavras lidas “pelo seu direito” refletidas na superfície da parede.
A leitura se dá, não pela materialidade de cada letra recortada no papel, mas por outra qualidade, a de espectros ou de sombras.
Desenhar também passa pela ação de traçar linhas que reorganizam as palavras nas paredes.
A intenção de congelar o tempo através do ato de olhar, e posteriormente querer reter as letras em sombra por meio da ação de desenhar, faz com que a mão agarre o lápis e realize marcas com o grafite na mesma superfície que antes era tocada somente pelas sombras.
Ao desejar decalcar as sombras dilatamos o período das ações; pois é preciso um tempo muito maior para que o lápis contorne cada uma das letras.
Tentar desenhá-las por inteiro, como um modo de reter todas as sombras das letras na superfície torna-se, portanto, uma tarefa impossível, por mais ágeis que sejam os movimentos da mão do artista.


Texto1
"Na espera, o desenho se desvia do vidro e se espreguiça na parede
sobe e desce e vai - para o lado, para outro lado, para o canto.
para o fim do dia. À noite, o desenho espera o outro dia para dizer,
de novo, que espera que tudo se apague. [Ou recomece, pelo desejo ainda mal traçado, numa gangorra de luz e linha]."

Poema de Cláudia França (Dez. 2007)

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