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http://www.jornalopcao.com.br/opcao-cultural/goias-bahia-e-ceara-os-vertices-da-mostra-itinerante-triangulacoes-42201/

Obras de 45 artistas de Goiás, da Bahia e do Ceará tem mostra aberta no próximo dia 30, em Goiânia. Itinerância leva trabalhos artísticos a Salvador e depois segue para Fortaleza.

De Goiânia: Luiz Mauro, Edney Antunes, ZéCésar, Enauro de Castro, Pitágoras Lopez,  Grupo EmpreZa, Rodrigo Godá, Helô Sanvoy, Dalton Paula, Santhiago Selon, Yara Pina, Evandro Soares, Rogério Milani, Glayson Arcanjo e  – Paul Setúbal.

De Salvador : Adriano Machado, Aristides Alves, Eriel Araújo, Fábio Magalhães, Florival Oliveira,  Isolda Libório, Leonardo Celuque, Marcelo Reis, Márcio Lima, Miguel Cordeiro, Neyde Lantyer, Paulo Coqueiro, Péricles Mendes, Rosa Bunchaft e Tami Oliveira.

De Fortaleza : Waléria Américo, Solon Ribeiro, Luciana Magno, Junior Pimenta, Milena Travassos, Marina de Botas, Herbert Rolim, Filipe Acácio, Jared Domício, Diego de Santos, Juliane Peixoto, Yuri Firmeza, Marcos Martins, Haroldo Sabóia e Júlia Braga.

O Triangulações é uma mostra itinerante de artes visuais que nasceu como desdobramento e ampliação do Circuito das Artes, realizado em seis espaços expositivos em Salvador, e que tem como objetivo o intercâmbio entre criadores de diferentes partes do país, estimulando a circulação do debate artístico fora do eixo tradicional da Região Sudeste. No próximo dia 30.07, às 19h, no Centro Cultural UFG, em Goiânia, será inaugurada a Mostra Triangulações 2015, que nasceu há três anos dentro do Circuito das Artes e que nesta edição contempla 45 artistas que atuam em Salvador, Goiânia e Fortaleza. “Registros Circunstanciais : Intervenções, Fabulações, Apagamentos”.

Com coordenação geral de Eneida Sanches e curadoria geral de Marília Panitz, a mostra irá reunir obras de arte inéditas de 45 artistas visuais, 15 de cada local onde haverá exposição.
Em Goiânia, sob a curadoria de Divino Sobral, a mostra Triangulações é realizada de 30.07 a 31.08, com obras dos artistas das três capitais. Em seguida vai para Salvador, onde no Museu de Arte da Bahia expõe as obras de 17.09 a 18.10. A curadoria dos artistas da Bahia foi realizada por Alejandra Muñoz . Fortaleza recebe a mostra, sob a curadoria de Bitú Cassundé, de 29.10 a 29.11, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura – MAC. A produção executiva é de Fabiane Beneti e Tetê Ferrari.



Triângulo Conceitual – A edição de 2015 do Triangulações é de fato um triângulo conceitual, que se sobrepõe ao geográfico estabelecido pelos pontos correspondentes à localização de cada uma das três cidades, e aponta para grupos de ações aos quais se filiariam as obras selecionadas, como forma de sugestão de leitura do conjunto. Esse conjunto tem o nome de “Registros Circunstanciais” Nele, os três vértices são:Intervenções, Fabulações, Apagamentos. As obras reunidas em torno da ideia de Intervenções, da ação de inscrever algo no mundo, se estabelecem, como cicatriz deixada pelo ato, tanto no sentido de comentário ou manifesto, quanto naquele de uma afirmação dos materiais usados como instrumentos de marcação.
São resultado da observação e de certa documentação, do atravessamento dos campos de saber pela arte – sociopolítica, etnografia,filosofia, arquitetura e urbanismo – ou de uma “escrita” das coisas, marca do artista como traço de sua passagem. Fabulações : dialogam as obras que fabulam tanto no sentido do léxico – contar uma versão fantasiosa dos fatos e, ao mesmo tempo, lição moral que encerra as fábulas – quanto no sentido da filosofia contemporânea – da “imagem-fábula, que nos faz ver estados de mudança no presente”.
Os trabalhos incluídos neste recorte têm a potência de emular imagens que,embora apresentem um claro caráter narrativo, desestabilizam nossa leitura. Apagamentos: tem uma relação com o tempo, com memória e esquecimento, com a ação de apagar, deixando alguns rastros recuperados por seus vestígios. A imagem sugere e ao mesmo tempo resiste à leitura, se esvai, se espalha, se desfoca traz em si um caráter fantasmático. Se nos outros dois recortes, a ênfase está em dois diferentes modos de figurar o presente, este debruça-se sobre o pretérito, sobre o que ainda pode emergir desse outro tempo.

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