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:: Topografia Aérea: uma fábula sobre poleiros e artistas ::

:: Topografia Aérea: uma fábula sobre poleiros e artistas :: Com curadoria de Cacá Fonseca e Renata Marquez , a mostra inclui trabalhos de A...

:: Topografia Aérea: uma fábula sobre poleiros e artistas ::


Com curadoria de Cacá Fonseca e Renata Marquez, a mostra inclui trabalhos de Ana Reis, Cristiano Piton, Filipe Britto, Glayson Arcanjo, Maycira Leão, Pedro Britto, Tiago Ribeiro e Thiago Costa.


A exposição coletiva “Topografia aérea: uma fábula sobre poleiros e artistas” reúne trabalhos criados no contexto de uma residência/convivência artística realizada na Fazenda Fortaleza, localizada no Vale do Rio Paranaíba, no município de Cumari, Goías. A exposição inclui um grupo de criadores oriundos de diferentes cidades brasileiras (Goiânia, São Paulo, Aracajú, Salvador, Rio de Janeiro), que trabalham com Artes Visuais num sentido expandido, configurando-se uma mostra que mescla de trabalhos de arquitetura e design, coreografia e performance, escrita, fotografia e vídeo.

A instauração deste processo criativo coletivo aconteceu a partir de duas frentes de ações: um atelier e uma residência, que explorou diferentes acepções de poleiro, abarcando desde o sentido da domesticidade, da casa, do íntimo, até o sentido do pouso, do descanso, do sono. Afloramentos do espaço remetidos à pausa, à permanência duradoura, à estação intermediária para acolhimento frente às grandes travessias.

O atelier e a residência pousaram sobre as instalações da fazenda, que se encontravam num estado de indistinção entre a inoperância, o sucateamento, o arruinamento, o abandono e o envelhecimento. As topografias aéreas e a fabulação enquanto horizontes estéticos acionaram os testemunhos destes estados, o último vestido abandonado no mofo do armário, as serras e correias atracadas à ferrugem da serraria desativada, o mobiliário manco, a argila em latência, a motosserra ociosa, a ruína de uma tapera, as rodas de arado relegadas à solidão inerte do quintal; ativaram campo sujo e campo limpo, bambuzal, rio, mina, pontilhão ferroviário, garagem, galpões; e imantaram a memória desta adversidade com outras territorialidades, outras paisagens, de intensidades estéticas aí infiltradas pela possibilidade do pouso e da permanência.

Desde então, os trabalhos criados neste contexto geográfico específico já foram apresentados em Salvador, Belo Horizonte, Goiânia e Aracajú. A exposição que chega em Uberlândia, no Museu Universitário de Arte - Muna, expande o primeiro processo de ocupação da fazenda, instigada pela ideia de transporte de paisagens, com a partilha dos registros, fragmentos, objetos, protótipos, ações performativas, conversas e o lançamento de uma publicação impressa.
Uma nova rota para o pouso deste agrupamento de criadores faz-se como possibilidade de dilatar o tempo-espaço da residência-atelier em um processo de formação e crítica expandida, migrações entre a geografia remota circunscrita à fazenda e suas microrredes de vizinhança e às múltiplas conexões deflagradas pela dimensão pública assumida pela itinerância.
Este projeto foi subsidiado pela Funarte por meio do edital Rede Nacional Funarte de Artes Visuais (9ª edição).

Na ocasião da abertura da exposição, acontecerá o lançamento do livro homônimo e uma leitura performativa feita por Cacá Fonseca, Glayson Arcanjo, Ana Reis, Thiago Costa e Pedro Britto.


Abertura: 18 de abril, das 19 às 22hs
Período expositivo: 18 de abril a 23 de maio
MUnA - Museu Universitário de Arte
Endereço: Rua Coronel Manoel Alves, 309 - Bairro Fundinho - Uberlândia/MG - CEP 38400-216
Tel: (34) 3231-9121

Horário de visitação: segunda à quinta-feira, das 8:30 às 18:30hs; sexta-feira das 8:30 às 21:30hs e sábados 10 às 17hs
Entrada livre/ gratuita |
http://www.muna.ufu.br/
http://topografiaaerea.wordpress.com/

Contato: caca.fonseca@gmail.com

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